Febre das figurinhas chega ao Natal Shopping com espaço exclusivo da Panini

A paixão pelo futebol e a tradição de colecionar figurinhas ganham um novo ponto de encontro: a partir desta quinta-feira (30), o Natal Shopping recebe um lounge exclusivo da Panini dedicado à troca de cromos do álbum oficial da Copa do Mundo 2026. O ambiente temático está instalado no Piso L2, ao lado da escada rolante. O lançamento oficial do álbum acontece na sexta-feira, 1º de maio, trazendo números que impressionam: serão 980 cromos, sendo 68 especiais, contemplando as 48 seleções que disputarão o torneio. Essa é a primeira edição da história com esse número ampliado de participantes desde a Copa da França, em 1998, quando o evento contava com 32 equipes. A grandiosidade da coleção também se reflete na produção. Diariamente, são impressos pelo menos 11 milhões de cromos, distribuídos para todo o Brasil e países da América Latina, alimentando uma rede de fãs que se mobiliza para completar cada página. Para os colecionadores, o álbum estará disponível nas versões tradicional brochura, com preço sugerido de R$ 24,90; capa dura, por R$ 74,90; e a versão premium, voltada para entusiastas, por R$ 359,90. Já os envelopes custam R$ 7,00 e incluem sete figurinhas. Ao trazer o lounge para o mall, a parceria entre Natal Shopping e Panini reforça o papel do empreendimento como espaço de experiências e convivência. A troca de figurinhas, que tradicionalmente acontece em calçadas, escolas e praças, ganha agora um ambiente estruturado, incentivando a interação entre o público de forma confortável e segura. “Ao fechar essa parceria com a Panini, pensamos nas famílias que frequentam o nosso espaço e aderem ao hobby que mobiliza crianças, jovens e adultos a cada edição da Copa do Mundo. Mais do que completar o álbum, o espaço convida a vivenciar momentos de interação, memória afetiva e convivência em uma área segura e temática destinada para esse fim”, declara o superintendente do shopping, Felipe Furtado. A programação do shopping também vai acompanhar os jogos da Copa do Mundo a partir de junho, quando torcedores poderão assistir às partidas em um telão instalado na Praça de Alimentação ou no Alpendre, onde o Ô Bar transmitirá as partidas da Seleção Brasileira com uma agenda especial de shows, unindo futebol, música e gastronomia em um só lugar.

Dorgival Dantas estreia Sanfonada com ruas lotadas e mais de 100 sanfoneiros celebrando o forró

Em sua estreia este ano, a Sanfonada, projeto organizado pelo cantor e compositor Dorgival Dantas dentro da programação do Derradeiro de Maio, reuniu um grande público percorrendo as ruas de Olho d’Água do Borges na tarde deste sábado (16). Um verdadeiro encontro com mais de 100 sanfoneiros de várias partes do Brasil percorrendo as ruas da cidade onde o forró nasce no meio do caminho, entre quem toca e quem escuta o ritmo que toma conta não só dos festejos juninos como também uma das identidades culturais da região Nordeste. A iniciativa de Dorgival Dantas reconhece os músicos que mantêm o forró vivo e chegou como celebração desse ritmo que está na base da identidade cultural do Nordeste. E o povo abraçou a ideia: tomou as ruas e as calçadas para acompanhar de perto a passagem dos caminhões, transformando o percurso em uma verdadeira celebração da cultura e valorização deste ritmo musical. A Sanfonada reforça o papel do Derradeiro de Maio como espaço de valorização da cultura popular nordestina, com foco em quem produz o forró na prática. Como não podia ser diferente, Dorgival Dantas pegou sua sanfona e também fez valer a empolgação dos que estavam nas ruas da cidade. E a estreia do projeto este ano confirmou a adesão do público à proposta: música nas ruas, sem palco, sem distância em um grande encontro de gerações fortalecendo a cultura nordestina. Só o genuíno forró e o povo. Não há dúvida que a Sanfonada veio para ficar e estar presente no calendário cultural e de eventos do Rio Grande do Norte.

Eleições na era digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições de 2026

No atual ecossistema político brasileiro, a internet e os meios digitais deixaram de ser canais acessórios para se consolidarem como o pilar central e decisivo das campanhas modernas, exercendo influência direta na percepção do eleitorado e na formação de opinião. Contudo, essa onipresença digital não autoriza o relaxamento do rigor técnico. Pelo contrário, o dinamismo das redes exige uma observância estrita da Lei das Eleições e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)para as Eleições de 2026. A negligência operacional ou o desconhecimento das vedações ao uso de IA, previstas na lei e nas resoluções do TSE que são atualizadas a cada eleição, podem acarretar severas sanções. Estas variam desde consequências pecuniárias, por meio de multas, até o cenário mais gravoso: a cassação de registros ou diplomas, o que inviabilizaria uma candidatura mesmo após a vitória nas urnas. As resoluções que vão orientar as Eleições Gerais de 2026.divulgadas pelo TSE permitem o uso de conteúdo sintético multimídia, mas impõe ao responsável o estrito dever de informar, de modo explícito, destacado e acessível, que o material foi fabricado ou manipulado por Inteligência artificial, indicando, inclusive, qual tecnologia foi empregada.Essas exigências visam, fundamentalmente, proteger a verdade factual e combater a desinformação. Além disso, diante da crescente digitalização do cenário eleitoral a disseminação de fake News tornou-se um problema a ser combatido pelos candidatos e pela justiça. Assim, em casos de dúvida técnica sobre a manipulação, a Justiça Eleitoral pode determinar a inversão do ônus da prova, obrigando o candidato a demonstrar a licitude e a veracidade do conteúdo sob pena de remoção imediata das plataformas digitais. A despeito da regra geral, o rigor aumenta no período crítico da eleição: nas 72 horas anteriores ao pleito e nas 24 horas subsequentes, o Tribunal Superior Eleitoral veda por completo a circulação de novos conteúdos sintéticos, ou seja, criados por inteligência artificial (IA), que utilizem imagem ou voz de candidatos, mesmo que estejam devidamente rotulados. Essa medida visa excluir “surpresas indesejadas” ou conteúdos fabricados no período mais sensível do processo eleitoral, quando o tempo de resposta do adversário e da própria justiça é limitado. Outro ponto de atenção para os candidatos nas eleições de 2026 é a crescente sofisticação das novas formas de abuso tecnológico, especialmente no ambiente digital. Práticas como a criação de deepfakes, sobretudo de cunho sexualizado, além de bullying, assédio e violência de gênero, são expressamente proibidas e sujeitam os responsáveis a sanções eleitorais e à responsabilização na esfera penal. Nesse cenário, há tolerância zero para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos manipulados e hiper-realistas com teor misógino, obsceno ou pornográfico, condutas que caracterizam violência política e ensejam penalidades severas destinadas à proteção da dignidade de candidatas e candidatos. Nesse cenário, embora a tecnologia potencialize o alcance das campanhas modernas, seu uso exige vigilância constante quanto aos limites impostos pelo TSE. Para que o aparato digital não se torne um ponto sensível na campanha e se converta em um risco de cassação ou multa, partidos e candidatos devem pautar suas ações no equilíbrio entre a liberdade comunicativa e o estrito respeito à lisura do pleito e à paridade de armas. A estratégia vencedora será aquela que souber equilibrar o uso da tecnologia e a liberdade de expressão com a preservação da isonomia e da integridade do processo democrático. * Ludmilla Ferreira Duailibe eAndré Felipi Santos Martins são advogados do Núcleo Direito Eleitoral do NWA.