Projeto de inclusão digital para idosos comemorará 10 anos com oficinas gratuitas no IMD

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) promoverá, de 3 a 5 de novembro, uma programação gratuita e aberta à comunidade em comemoração aos 10 anos do Projeto de Extensão Inclusão Digital para Idosos (ProEIDI), iniciativa social que já formou mais de 3 mil pessoas idosas no Rio Grande do Norte.

Com palestras e oficinas sobre Inteligência Artificial (IA), segurança digital e ferramentas de criação e design, a programação reunirá profissionais, palestrantes e membros da comunidade acadêmica para três dias de atividades que visam celebrar os marcos do projeto e também abordar temas de relevância que permeiam a inclusão digital hoje em dia.

O evento começa na terça-feira (3), às 14h, com uma mesa de abertura e uma palestra de Marília Duque – pesquisadora e co-líder de nova longevidade na Ashoka – que abordará inclusão digital como transformação social. No segundo dia, o encontro sediará uma palestra sobre IA e longevidade mais conectada e saudável, seguida de oficinas práticas sobre o uso da tecnologia no cotidiano e a prevenção de golpes digitais.

Já no último dia, os participantes poderão aprender a utilizar ou aprofundar suas habilidades no aplicativo Canva pelo celular, em uma oficina prática. Todas as atividades serão realizadas no auditório B205 do IMD e são gratuitas e abertas a todos os públicos.

Para a professora do IMD Isabel Dillmann Nunes, coordenadora do ProEIDI, a expectativa é apresentar os resultados alcançados pelo projeto e mostrar como a extensão universitária também pode contribuir para a pesquisa.

“A ideia do evento é uma bela comemoração desses dez anos, trazendo tudo que ele alcançou”, explica. Ela também destaca a importância de ampliar a conscientização sobre a educação digital e midiática para um público muitas vezes deixado de lado na sociedade.

Inclusão digital

O ProEIDI surgiu a partir de uma proposta de duas estudantes do Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), elaborada durante a disciplina de TI e Sociedade. A iniciativa, inicialmente desenvolvida como trabalho acadêmico, foi transformada em projeto de extensão em 2016. As primeiras turmas reuniam cerca de 14 a 16 participantes cada, em encontros aos sábados, com foco no uso de smartphones.

Ao longo dos anos, as modalidades de formação foram ampliadas conforme as necessidades apresentadas pelos próprios alunos. Atualmente, o projeto oferece cursos de smartphone básico e avançado, computador, pensamento computacional e IA, além de atividades voltadas ao mundo do trabalho.

A proposta é promover não apenas o domínio de ferramentas digitais, mas também o desenvolvimento de habilidades cognitivas e a autonomia dos participantes.

Segundo Isabel Nunes, a evolução dos cursos acompanhou as mudanças nas demandas das pessoas idosas, que passaram a buscar conhecimentos para além do uso cotidiano do celular. O projeto também conquistou reconhecimento fora da universidade: recebeu chancela da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e inspirou a iniciativa Conecta Idade, voltada à disseminação da inclusão digital de pessoas idosas no país.

Mais informações sobre o ProEIDI e a programação comemorativa de seus dez anos podem ser conferidas no perfil do projeto no Instagram..