Audiência em Parnamirim reforça campanha da ALRN sobre adolescência e hiperconectividade

Estudantes, especialistas e autoridades se reuniram na última sexta-feira (11) para debater os impactos da hiperconectividade na vida dos adolescentes. A audiência pública aconteceu na Câmara Municipal de Parnamirim e lotou o plenário com alunos da Escola Estadual em Tempo Integral Dr. Antônio de Souza, marcando mais uma ação em sintonia com a campanha institucional da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), que neste ano tem a adolescência como foco central de conscientização.

A iniciativa foi proposta pelo vereador Professor Ítalo, que destacou a importância de ensinar os jovens a usar a tecnologia com equilíbrio. “Não se trata de demonizar as telas, mas de promover um uso consciente e saudável”, afirmou. O tema ganhou ainda mais força ao dialogar diretamente com a campanha da ALRN “Adolescência: acompanhe, compreenda e acolha”, lançada em junho, com o objetivo de ampliar o diálogo intergeracional e dar visibilidade aos desafios da juventude na era digital.

A diretora administrativa da ALRN, Dulcinéa Brandão, representando o presidente Ezequiel Ferreira, destacou a urgência de políticas públicas voltadas à adolescência. “Precisamos oferecer um olhar diferenciado a essa fase da vida, que é repleta de desafios e transformações.”

Durante o encontro, diversos especialistas alertaram para os danos causados pelo uso excessivo de telas. O psicólogo Michel Macedo falou sobre o aumento de queixas emocionais entre os jovens, enquanto o hebiatra Genner Barbosa comparou o impacto da hiperexposição digital a um vício químico. Já a psicóloga Débora Sampaio apresentou a palestra “Acompanhe, Compreenda, Acolha”, título que sintetiza a proposta da ALRN, reforçando a importância de escuta ativa e apoio emocional por parte das famílias e escolas.

Também participaram do debate o presidente do Conselho Tutelar I de Parnamirim, Mathaus Richardson, que sugeriu a inclusão da educação digital nas escolas, e representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condica), como a professora Maricele. A educadora Dinamene Rego, docente de sociologia, elogiou o protagonismo estudantil: “Eles estão conscientes e querem ser ouvidos. Nosso papel agora é acolher e garantir espaço para essas vozes.”

E essas vozes fizeram a diferença. O estudante Adriano Campos de Lima Júnior, de 17 anos, chamou atenção para a falta de alfabetização digital. “Pulamos uma etapa essencial. A população precisa ser ensinada a diferenciar o que é real do que é fake.” Já Ana Beatriz Viana alertou para o impacto da baixa qualidade da educação básica: “Isso nos deixa mais suscetíveis a depender de informações rápidas, como as das IAs.”

A audiência também foi espaço para os adolescentes trazerem outras questões do cotidiano, como as cobranças em excesso e problemas estruturais nas escolas.

Com mais de uma década promovendo campanhas de conscientização, a ALRN reforça em 2025 seu papel de agente transformador com foco na juventude. Já foram temas de campanhas anteriores: Adoção (2015), Doação de Órgãos (2017), Idosos (2018), Autismo (2018), Alienação Parental (2019), Violência Doméstica (2020), Doação de Sangue (2021), Alzheimer (2022), Feminicídio (2023), Paz nas Escolas (2023), Capacitismo (2024) e agora, em 2025, a Adolescência.