O grupo Batuque de Mulheres lança, em todas as plataformas de streaming, o álbum Nossa Voz. Com 13 faixas autorais, o trabalho é uma potente celebração da força coletiva das mulheres e uma afirmação sonora de luta, liberdade e emancipação.
Gravado no estúdio da Pólen Aceleradora, na Vila de Ponta Negra (Natal/RN), o álbum nasceu das aulas de Produção Musical e Composição do Programa de Desenvolvimento Musical do Batuque de Mulheres, conduzidas pelas produtoras musicais Camila Pedrassoli e Vitória de Santi.
“É muito muito lindo ver o florescer dessas artistas durante as aulas de composição e produção musical, este ano só iríamos gravar 4 faixas para um EP, mas o engajamento das alunas nas atividades de composição foi tão grande que fizemos uma força-tarefa para registrar os 13 jograis autorais compostos por elas. Além das aulas explanatórias, parte fundamental do programa de desenvolvimento musical são os exercícios de apreciação, composição e prática musical que nós aplicamos com as alunas, e é desses exercícios que elas realizam que saem essas composições, ideias musicais muito ricas, letras extremamente profundas, dá pra sentir a diversidade musical do grupo ouvindo o álbum. Simplesmente não tinha como deixar de fora.” (Camila Pedrassoli, instrutora e produtora musical do Batuque de Mulheres)
“Já são 4 anos que estou envolvida no processo de produção e gravação das músicas do Batuque de Mulheres e está sendo uma experiência cada vez mais incrível! É muito bom ver o crescimento e evolução das alunas, desde as gravações apenas da percussão até agora na composição e produção dos seus próprios gritos autorais. Está sendo uma felicidade muito grande poder ver de pertinho todo esse processo e contribuir para que essas músicas sejam lançadas para o mundo!” (Vitória de Santi, produtora musical)
Estar presente em todo processo de desenvolvimento, desde, compor, dar voz, tocar, em conjunto, é reafirmar que lugar de mulher é onde ela quiser e que juntas somos a revolução. Que o GAMI e o Batuque de Mulheres possam crescer a cada ano para seguir reverberando a “Nossa voz”. (Larissa Carvalho, integrante do Batuque de Mulheres)
“Muito feliz em participar de todo o processo de produção do álbum Nossa Voz, desde a composição das músicas, gravação, escolha do nome, dos instrumentos, tudo foi feito com muita orientação e ao mesmo tempo respeitando a nossa autonomia artística. Espero que o público goste, que a gente se divirta e ao mesmo tempo dê o nosso recado pra sociedade, que estamos na luta por um mundo mais seguro para as mulheres”. (Janaina Capistrano, integrante do Batuque de Mulheres)
As músicas foram criadas a partir das atividades de composição e das vivências coletivas das alunas, mulheres, em sua maioria LBT, de idades e trajetórias diversas. E foi essa multiplicidade de experiências que enriqueceu ainda mais o processo de criação. As letras, melodias e arranjos foram construídos por elas, numa dinâmica de compartilhamento de ideias contínuo, um processo que uniu aprendizado, afeto e militância.
“Eu jamais pensei que poderia compor uma música. Muito menos ouvir outras pessoas cantando ela. Foi mais do que um exercício de produção musical, foi uma tomada de consciência artística! E a coisa toda só melhora quando ganha a força do coletivo”. (Thaura Marques, integrante do Batuque de Mulheres)
“Participar da composição de uma música e da gravação desse álbum foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Cada canção carrega um pedaço de nós: nossas vozes, nossas histórias, nossa força”. (Geisa Silva, integrante do Batuque de Mulheres)
“Esse momento de produção colaborativo foi mais uma oportunidade de reforçarmos nossa parceria no Batuque. Fazer parte desse coletivo com essas mulheres maravilhosas me faz bem demais”. (Clarice Cordeiro, integrante do Batuque de Mulheres)
O conceito de Nossa Voz parte de um compilado de “palavras de ordem” feministas, que o grupo chama de “gritos de desordem”. Frases, versos e sentimentos escritos pelas mulheres do Batuque, que agora se transformam em canções.
“Quando falamos do encontro entre mulheres, no sentido de produzir, de nos permitirmos deixar fluir, não somente a criatividade, mas os sentimentos, as sensações, para criar é preciso deixar fluir, é preciso deixar que tudo que se sente ganhe vazão. E sem dúvidas, a concepção do álbum Nossa Voz tem esse elo, esse elo que integra, que preenche e que contém tanta representatividade”. (Nathalia Diniz, integrante do Batuque de Mulheres)
Essas músicas retratam o que é ser mulher dentro de um grupo percussivo, na sociedade e em espaços de poder, soando como eco das manifestações e marchas que ocupam as ruas do país. A sonoridade remete a essa energia coletiva e vibrante, com arranjos baseados exclusivamente em percussões e vozes, sendo o que elas têm a dizer e a pulsação dos tambores protagonistas do álbum.
“O GAMI faz política com afeto, com a comunidade, com presença, com cuidado. É emocionante fazer parte disso. estou muito empolgada para o lançamento, vai ser maravilhoso ouvir a composição de todas juntas. Todas engajamos muito nesse trabalho e tenho certeza que ficou a coisa mais linda”. (Vanusa Cavalcante, integrante do Batuque de Mulheres)
“É gratificante acessar as redes sociais e ouvir como referência as músicas produzidas por nossas alunas percussionistas, principalmente quando se trata da inclusão das mulheres na arte e na cultura. É muito especial ser fundo musical de referência em grandes publicações do movimento de mulheres do Brasil”. (Goretti Gomes, fundadora do GAMI-RN)
“Eu achei muito importante essa gravação do disco porque incentiva as alunas e serve também de referência para outras instituições como o GAMI-RN”. (Marlene Freitas, fundadora do GAMI-RN)
Com composições assinadas por Candice Azevedo, Clarice Cordeiro, Fátima Santos, Geisa Silva, Janaina Capistrano, Larissa Carvalho, Nara Carvalho, Nathália Diniz, Thaura Marques, Vallença Dias, Vânia Pascoal, Vanusa Cavalcante e Vanusia Medeiros, o álbum contou com a participação das demais integrantes do Batuque de Mulheres 2025 nas gravações e foi mixado e masterizado por Camila Pedrassoli e Vitória de Santi.
“Neste ano, nós conseguimos compor um número muito grande de músicas com composições que vão representar as lutas das mulheres que fazem parte do grupo, que se confundem com a luta das mulheres de toda a sociedade”. (Candice Azevedo, integrante do Batuque de Mulheres).
“Coco da Resistência foi uma composição muito legal que surgiu assim, no momento mais inesperado possível, né? Logo após a finalização, inclusive, das demais faixas, então veio assim para somar de uma forma muito legal com todas as outras.” (Nara Carvalho, integrante do Batuque de Mulheres)
A capa, criada a partir de uma colagem coletiva elaborada pelas integrantes do Batuque de Mulheres do GAMI, conta com elementos visuais que evidenciam pautas importantes para o grupo como o protagonismo negro, a diversidade de gênero e sexualidade, economia solidária e amorosidade.
Musicalmente, Nossa Voz mistura coco, funk, rap e outras expressões da cultura popular em um encontro entre o ancestral e o contemporâneo. O disco mantém a raiz percussiva que caracteriza o Batuque de Mulheres, mas aposta em novas texturas vocais e arranjos que reforçam a potência coletiva das intérpretes. Sem instrumentos harmônicos, o álbum é um convite à escuta do corpo e da palavra, uma experimentação que coloca as vozes femininas no centro da criação.
O disco Nossa Voz, esse ano, reflete muito bem o porquê da gente cantar, para quem a gente canta e o para o que a gente canta. Reflete muito bem o íntimo de cada aluna, o estilo de cada aluna que conseguiu colocar ali o que sente através das letras, batidas e ritmos. A gente consegue identificar a voz, o gesto, o jeito e o ritmo de cada personalidade que está ali durante o ano trabalhando com a gente. Cada aluna tem um perfil, tem um sonho, tem uma luta e esse disco reflete muito bem cada uma de nós. Ouçam Nossa Voz e se deliciem. (Rafaela Brito, professora de percussão e coordenadora do Batuque de Mulheres)
Sobre o Batuque de Mulheres
O Batuque de Mulheres do GAMI é um projeto de formação cultural, social e política voltado para mulheres LBT de Natal/RN. Desde 2019, o grupo promove atividades de musicalização, canto, percussão, produção musical e autocuidado, proporcionando um espaço de acolhimento, fortalecimento e emancipação. Patrocinado pelo Instituto Neoenergia e Neoenergia Cosern, desde 2022, através da Lei de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o Batuque de Mulheres tem ganhado mais visibilidade e tem acessado diversos espaços culturais e políticos, além de inspirar mulheres por onde passa.
“O Batuque é uma terapia em minha vida. Quando eu pego aquele tambor, eu esqueço de tudo que existe de ruim e de algumas coisas que estou passando na vida. Porque ele me dá força, me mostra e me diz: você pode, sim, fazer tudo que você quiser. Então o Batuque é isso. É liberdade. É vida.” (Fátima Santos, integrante do Batuque de Mulheres)
“Há 4 anos fui convidada pra conhecer o GAMI e lá me deparei com um monte de mulher tocando e outras aprendendo os primeiros passos e isso me encantou. Eu só tenho a agradecer a todas que fazem parte do Batuque de alguma forma, em especial, às nossas professoras”. (Vanusia Medeiros, integrante do Batuque de Mulheres)
“Fazer parte do batuque de mulheres tem sido de muito aprendizado e reconhecimento de mim enquanto mulher e artista, poder me ver em um trabalho que pude colaborar de forma sensível e criativa, ao lado de tantas mulheres potentes que admiro, é sem dúvida um presente lindo da vida”. (Vallença Dias, integrante do Batuque de Mulheres)
Como grupo artístico, o Batuque já lançou os singles “Mais Mulheres” (feat. Khrystal, Rafaela Brito e Dani Fernandes) e “Saudade da Preta” (feat. Rafaela Brito e Pretta Soul), além do EP e documentário Amor, Resistência e Tambor (2024).
Suas apresentações já marcaram presença em eventos como o Festival Mais Mulheres na Cultura, Marcha das Margaridas (DF), Virada LGBTI+ de Natal, Carnatal, Enlesbi (BA), entre outros.
“Me encanta observar o processo e lembrar que a caminhada aconteceu de forma gradual: vejo que avançamos nas possibilidades e isso me diz muito dos encontros e de toda a dedicação coletiva”. (Vânia Pascoal, integrante do Batuque de Mulheres)
Nossa Voz marca uma fase de amadurecimento artístico do Batuque de Mulheres do GAMI. Mais que um álbum, o projeto é um manifesto coletivo: quando as mulheres se juntam, há potência para transformar o mundo.
O projeto Batuque de Mulheres do GAMI – Etapa 2025 tem o patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Fundação José Augusto, da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, através da Lei Câmara Cascudo. A realização é da Cores Que Tocam Produções e do GAMI – Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes. A produção é da Guria Produtora (@guriaprodutora) e da Pólen Aceleradora. Apoio do Festival Camomila.
Ficha técnica
Artista: Batuque de Mulheres
Álbum: Nossa Voz
Link: https://onerpm.link/243169330094
Este álbum é resultado das aulas de composição e produção musical do Programa de Desenvolvimento Musical do Batuque de Mulheres do GAMI-RN – Turma 2025. As letras e intenções musicais foram compostas pelas alunas, as vozes e instrumentos gravados por elas. É o resultado de um trabalho musical coletivo.
Produção musical: Camila Pedrassoli, Vitória de Santi e Batuque de Mulheres do GAMI-RN
Gravação: Camila Pedrassoli – Estúdio Pólen Aceleradora Musical (Natal/RN)
Edição, Mix e Master: Camila Pedrassoli e Vitória de Santi
Composições:Candice Azevedo – Vem ganzá
Clarice Cordeiro – Autoras da própria história
Fátima Santos – Ei, não é não
Geisa Silva – Quebrando o Sistema
Janaina Capistrano – O Batuque me chamou
Larissa Carvalho – Força ancestral
Nara Carvalho – Coco da resistência
Nathália Diniz – Venha menina, mulher!
Thaura Marques – A arte de r(E)sistir
Vallença Dias – Nosso Batuque!
Vânia Pascoal – Batuque é de mulher
Vanusa Cavalcante – GAMI na batucada
Vanusia Medeiros – Seja Mulher
Percussões e Vozes: Integrantes do Batuque de Mulheres 2025
Candice Azevedo, Cecília Medeiros, Clarice Cordero, Fátima Santos, Fernanda Medeiros, Gaby Santos, Geisa Silva, Gerlana Souza, Isa Medeiros, Janaina Capistrano, Karina Oliveira, Larissa Carvalho, Luana Simplício, Luciara de Freitas, Maria Araújo, Maya Sabrina, Nara Carvalho, Natália Guimarães, Nathália Diniz, Rafaela Brito, Rayza Gomes, Thaura Marques, Vallença Dias, Vânia Pascoal, Vanusa Cavalcante, Vanusia Medeiros e Vanuzia Damasceno.
Capa: Colagem coletiva (Fernanda Medeiros, Isa Medeiros, Jasmim Barbosa, Karina Oliveira, Luciara de Freitas, Nara Carvalho, Natália Guimarães, Nathália Diniz, Rafaela Brito e Thaura Marques)
Finalização digital da capa: Luana Simplício
Redes sociais:
Instagram: @batuquedemulheres
YouTube: Batuque de Mulheres do GAMI


