Em uma tarde dedicada à valorização da cultura e da memória do povo norte-rio-grandense, a Assembleia Legislativa do RN realizou, nesta segunda-feira (14), uma sessão solene em comemoração ao Dia Estadual da Literatura Potiguar. A solenidade, proposta pela deputada estadual Divaneide Basílio (PT), homenageou escritores, pesquisadores e personalidades que se destacam na construção e difusão da produção literária do estado.
Instituído pela Lei Estadual nº 10.622/2019, o Dia da Literatura Potiguar é celebrado anualmente em 9 de julho, data escolhida por marcar o nascimento de dois ícones da cultura potiguar: o poeta Gilberto Avelino e o folclorista Veríssimo de Melo, este último fundador do Instituto de Antropologia da UFRN, atual Museu Câmara Cascudo. A legislação tem como objetivo promover, incentivar e divulgar a literatura local, reconhecendo-a como ferramenta essencial de identidade, memória e formação cultural.
Durante a cerimônia, a deputada Divaneide Basílio fez questão de ressaltar o protagonismo dos autores da lei — o ex-deputado Sandro Pimentel e a escritora Michelle Paulista — e destacou a importância de manter viva a memória literária do estado. “Sou apenas uma mediadora desse processo que começou antes. Minha missão é garantir que esse legado siga vivo e pulsante”, afirmou.
Imortal da Academia Macauense de Letras e uma das idealizadoras da data comemorativa, Michelle Paulista reforçou que valorizar a literatura local é também fortalecer a identidade do povo potiguar. “Esse é um marco que reforça o pertencimento e o reconhecimento de nossas raízes. Cada homenageado representa uma parte da alma cultural do RN”, destacou.
Também presente à solenidade, Sandro Pimentel reforçou a importância de transformar a valorização da literatura em política pública efetiva. “A homenagem é essencial, mas precisa ser acompanhada de ações concretas, como a inclusão de autores potiguares nos currículos escolares, o fomento à publicação independente e o incentivo a projetos literários em escolas, universidades e espaços de vulnerabilidade social. A literatura potiguar deve ser reconhecida como patrimônio imaterial do nosso povo”, defendeu.
A sessão contou ainda com apresentações culturais e a entrega de placas comemorativas aos homenageados. Ao final, Divaneide Basílio reafirmou o compromisso com a causa. “Vocês fazem com que o povo potiguar se reconheça em suas histórias. A literatura é memória viva e continuará tendo nosso apoio aqui na Assembleia”, concluiu.


