Combate ao assédio: como as academias podem fortalecer um ambiente seguro para mulheres

Com uma demanda crescente por espaços mais respeitosos e seguros para as mulheres, as academias e estabelecimentos de prática de exercícios físicos também têm um papel essencial na oferta de experiências mais acolhedoras para as alunas e no combate à violência de gênero.

No ano passado, o governo estadual sancionou a Lei 12.221, que orienta estes estabelecimentos a adotarem medidas preventivas e notificarem autoridades sobre casos de violência. Mas, antes disso, a academia Pulse já havia estabelecido uma política interna para garantir mais conforto e proteção às alunas.

Tudo começa pelo treinamento e capacitação da equipe. As contratações, por exemplo, são equilibradas, com profissionais de ambos os sexos, oferecendo às alunas a opção de aprender exercícios potencialmente constrangedores com treinadoras mulheres.

Além disso, a Pulse oferece uma formação contínua, com ciclos de treinamento sobre conduta profissional, abordagem adequada e linguagem inclusiva, assegurando que todos saibam intervir corretamente diante de qualquer indício de assédio ou desconforto.

Há canais de denúncia e feedback seguros, por meio de formulário sigiloso para denúncias de assédio ou comportamento inadequado, e também escuta qualificada, acolhendo relatos com confidencialidade e encaminhando providências rápidas.

Um fator que contribui para aumentar a segurança das mulheres é a organização dos espaços. As máquinas que exigem posições potencialmente expostas ficam em áreas mais discretas, próximas a paredes ou pilares, proporcionando maior sensação de privacidade.

O ambiente das academias também deve contar com monitoramento. Na Pulse, câmeras de segurança garantem vigilância contínua nas áreas comuns, possibilitando rápida identificação de condutas impróprias, mas sempre respeitando a privacidade nos vestiários. Além disso, líderes circulam pelos salões para coibir abordagens inadequadas antes que gerem desconforto.

A coordenadora de Relacionamento da Pulse, Rayssa Brito, reforça a cultura de respeito e tolerância zero dentro da academia. “Gestores e professores demonstram cuidado em todas as interações, e qualquer caso comprovado de assédio resulta em medidas disciplinares rigorosas, porque segurança e bem-estar vêm sempre em primeiro lugar”, afirma.

Para ela, mais do que diretrizes institucionais, essas práticas devem fazer parte da rotina de uma academia e refletem um posicionamento claro: promover o movimento em um ambiente seguro, acolhedor e livre de qualquer forma de assédio. “Essas iniciativas fazem parte de um compromisso permanente com um espaço de convivência respeitoso, onde todas as mulheres possam treinar com tranquilidade, autonomia e confiança”, ressalta.