Escassez de profissionais qualificados pressiona empresas em Natal

A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte caiu para 7,5% no segundo trimestre de 2025, o menor nível da série histórica da PNAD Contínua, segundo o IBGE. Em Natal, o índice ficou em torno de 5,7%. O cenário indica aquecimento do mercado, mas também maior dificuldade para contratar e reter profissionais qualificados, sobretudo em áreas administrativas e técnicas.

O cenário não é isolado. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que 67% das organizações brasileiras relatam dificuldade para encontrar profissionais com as competências exigidas. A combinação entre desemprego reduzido e lacunas de qualificação tem pressionado a gestão das empresas locais, que enfrentam alta rotatividade e aumento de custos operacionais.

Para Hygor Lima, especialista em gestão de processos e fundador da Potencialize Resultados, consultoria que atua na padronização de rotinas e organização operacional de empresas, o problema não se resume à escassez de currículos. “Quando o desemprego cai, a disputa por talento aumenta. Mas o que mais pesa é a ausência de processos estruturados. Empresas que dependem de pessoas específicas sofrem mais quando alguém sai”, afirma.

Segundo ele, a falta de organização interna amplia o impacto da rotatividade. “Sem processos documentados, cada desligamento representa perda de conhecimento e queda de produtividade. O empresário sente que falta gente no mercado, mas muitas vezes falta estrutura dentro de casa”, diz.

Em Natal, onde comércio, serviços e contabilidade concentram boa parte das vagas administrativas, a concorrência por profissionais qualificados se intensificou com a possibilidade de trabalho remoto para empresas de outros estados. 

Isso eleva salários e dificulta retenção, sobretudo em pequenos e médios negócios. “A empresa que não oferece clareza de função, plano de crescimento e rotina organizada tende a perder talentos para concorrentes mais estruturados” , aponta.

O especialista aponta cinco medidas práticas para reduzir a rotatividade e aumentar a produtividade diante da escassez de profissionais

Especialistas defendem que ajustes internos podem diminuir a vulnerabilidade das empresas diante da falta de mão de obra qualificada.

  • Mapear processos críticos. Identificar atividades que dependem exclusivamente de uma pessoa e transformá-las em fluxos documentados reduz risco operacional.
  • Definir responsabilidades com clareza. A ausência de delimitação formal de funções gera sobreposição de tarefas e insatisfação.
  • Implantar indicadores de desempenho. Métricas objetivas ajudam a monitorar produtividade e orientar decisões estratégicas.
  • Estruturar um plano de integração. Onboarding organizado acelera adaptação e reduz erros nos primeiros meses.
  • Buscar apoio especializado. Consultorias com metodologia definida e acompanhamento por indicadores tendem a acelerar a reorganização interna.

Ao contratar esse tipo de serviço, o cuidado deve estar na análise do histórico da empresa, metodologia aplicada e resultados mensuráveis já obtidos. “Não basta prometer eficiência. É preciso apresentar método, metas claras e acompanhamento contínuo”, alerta. 

Entre os benefícios da reestruturação estão redução de retrabalho, ganho de produtividade e menor dependência de profissionais-chave. Por outro lado, ignorar o problema pode elevar custos invisíveis, como atrasos, falhas operacionais e perda de clientes.

Para o especialista, o contexto de baixo desemprego deve ser encarado como sinal de maturidade do mercado, e não como ameaça. “O talento está mais seletivo. A empresa que organiza processos e cria ambiente previsível se torna mais competitiva. A escassez de mão de obra não é apenas um desafio externo, é um convite à profissionalização da gestão”, conclui.

Sobre Hygor Lima

Hygor Lima é especialista em gestão de processos para o setor contábil e fundador da Potencialize Resultados, consultoria referência nacional na padronização de rotinas e aumento da produtividade em escritórios de contabilidade. Com mais de 13 anos de experiência na área, já apoiou centenas de empresas na estruturação de fluxos operacionais, redução de retrabalho e capacitação de equipes.

É o idealizador do Método DITA, sigla que significa Documentar, Implementar, Treinar e Aperfeiçoar, modelo utilizado por mais de 400 escritórios no país como base para organização interna e gestão com foco em autonomia e escala. A metodologia prevê estruturação de processos, definição de indicadores e acompanhamento sistemático dos resultados.

Além da atuação técnica, Hygor também é sócio do Energy Club, grupo que reúne nomes como Joel Jota, Jhonny Martins e Caio Carneiro. Tem presença constante como palestrante em eventos de negócios, onde aborda transformação organizacional, delegação estruturada e profissionalização de escritórios contábeis.

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Fonte de pesquisa

Sugestão de fonte: clique aqui

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)https://www.ibge.gov.br/estatisticas/trabalho-e-rendimento/pnad-continua.html

Fundação Getulio Vargas (FGV)https://portal.fgv.br/noticias/estudo-mostra-desafios-qualificacao-profissional-empresas-brasileiras

Governo do Estado do Rio Grande do Norte – dados com base na PNAD Contínua/IBGE (2º trimestre de 2025)https://www.rn.gov.br/materia/rn-registra-menor-taxa-de-desocupacao-desde-2012-aponta-pesquisa-do-ibge/

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