Raiva ainda ameaça pets e humanos mesmo com redução de casos no Brasil

Apesar da queda nos registros nos últimos anos, a raiva continua sendo uma das doenças mais perigosas para animais e humanos. Especialistas alertam que o vírus segue circulando no país, principalmente por meio de animais silvestres como morcegos, que cada vez mais aparecem em áreas urbanas e representam risco até para pets que vivem dentro de casa.

A falsa sensação de segurança criada pela redução dos casos tem preocupado profissionais da área veterinária. Isso porque a doença continua extremamente letal e, após o surgimento dos sintomas, praticamente não possui chances de cura.

A raiva é causada por um vírus que atinge diretamente o sistema nervoso central. A transmissão acontece principalmente pela saliva de animais infectados, geralmente através de mordidas, mas também pode ocorrer por contato com mucosas ou feridas abertas.

Depois de entrar no organismo, o vírus percorre os nervos até chegar ao cérebro, provocando uma inflamação grave. Entre os sintomas mais comuns estão alterações de comportamento, agressividade, dificuldade para engolir, salivação excessiva e paralisia progressiva.

Atualmente, os morcegos estão entre os principais transmissores da doença no Brasil. Como conseguem circular facilmente em regiões urbanas e até entrar em residências, especialistas alertam que mesmo animais sem acesso à rua precisam ser vacinados regularmente.

A vacinação segue sendo considerada a principal forma de prevenção contra a doença. Além de proteger os pets, a imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus no ambiente e diminui os riscos de transmissão para humanos.

Especialistas também reforçam que a proteção não é permanente e exige reforços periódicos ao longo da vida do animal. A recomendação é manter o calendário vacinal sempre atualizado e procurar orientação veterinária em caso de contato suspeito com morcegos ou outros animais silvestres.

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