Álbum da Copa pode ajudar no combate ao estresse e à ansiedade, dizem especialistas

A tradicional febre dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo voltou a tomar conta de bancas, grupos de troca e encontros entre amigos em todo o país. Mais do que diversão e nostalgia, porém, o hábito também pode trazer benefícios para a saúde mental. Especialistas afirmam que colecionar figurinhas ajuda a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade e estimular conexões sociais.

Em meio à rotina acelerada, excesso de telas e pressão do dia a dia, atividades simples e organizadas têm ganhado espaço como alternativas para desacelerar a mente. Segundo a psiquiatra Renata Verna, o processo de completar o álbum funciona como uma atividade previsível e prazerosa, ajudando o cérebro a sair do fluxo constante de preocupações.

A especialista explica que ações como abrir pacotinhos, organizar páginas e procurar figurinhas raras estimulam sensação de foco e controle, além de ativarem o sistema de recompensa cerebral, responsável pelas pequenas sensações de prazer e satisfação.

Outro fator apontado pelos especialistas é o impacto da nostalgia. Para muitos adultos, o álbum remete à infância e a momentos afetivos ligados à família, escola e amigos. O simples cheiro das figurinhas ou a experiência de colá-las nas páginas pode despertar memórias positivas e sensação de pertencimento.

Além do aspecto emocional, o álbum também incentiva a socialização. As tradicionais rodas de troca seguem movimentando crianças e adultos, promovendo encontros presenciais em uma época marcada pelo uso excessivo das redes sociais e pelo isolamento digital.

De acordo com a psicóloga Natália Silva, o hobby surge como um movimento contrário ao distanciamento social intensificado após a pandemia, ajudando na criação de vínculos e interações espontâneas.

Apesar dos benefícios, os especialistas alertam que o equilíbrio é fundamental. Quando a atividade começa a interferir em responsabilidades, trabalho ou relações pessoais, pode indicar um comportamento de fuga emocional. Nesses casos, a recomendação é buscar acompanhamento profissional.